Everest 2018: Chegada no Nepal e Primeiros Dias

por Jaqueline Crestani
Já começou!

Começou na segunda-feira, 2 de abril, a aventura do Henrique rumo ao cume do Monte Everest. Na verdade, começou sábado à tardinha, quando ele pegou o voo até o Rio, onde fez a primeira escala de uma viagem de mais de 30 horas. Depois de passar por Frankfurt e Nova Deli, ele chegou em Katmandu na segunda-feira para se juntar ao grupo que irá participar da expedição.
Com a família no embarque no aeroporto Salgado Filho

Em Katmandu com o grupo da expedição

O plano era permanecer na cidade por alguns dias para se adaptar ao fuso horário (o Nepal tem 8h45min de diferença em relação ao horário de Brasília). Ah, e também foi em Katmandu que o grupo retirou a autorização do governo nepalês para realizar a expedição. A permissão oficial é obrigatória e serve para o controle das autoridades.

Impressões sobre Katmandu



No bairro Thamel

Na terça e na quarta-feira, os montanhistas aproveitaram para comprar alguns materiais que faltavam (como macacão e botas para a parte mais alta do trajeto) e fazer alguns passeios turísticos. Katmandu é a capital e a maior cidade do Nepal. Ela tem 1.5 milhão de habitantes e é também a maior metrópole da região do Himalaia.

A área foi atingida por um terremoto que matou 9 mil pessoas e deixou 21 mil feridos em 2015. Segundo o relato do Henrique, as marcas do desastre são bem visíveis também nas ruas da cidade: “É impactante ver como o terremoto afetou Katmandu. Os nepaleses ainda não conseguiram reconstruir tudo e, por isso, continuam utilizando os ambientes mesmo destruídos”. De acordo com o que vem sendo divulgado desde então, tanto a situação de pobreza quanto a corrupção são responsáveis por dificultar a reconstrução do país.

Embora o abalo sísmico tenha deixado muitos rastros, Katmandu é uma cidade “viva” e interessante: “Apesar de parecer um pouco 'bagunçada' e poluída, tudo funciona e as pessoas são muito tranquilas. Não se vê nada relacionado à violência”, contou.

Durante os dias em que esteve na capital, o grupo de montanhistas passeou pelas ruas do bairro Thamel e conheceu o templo budista Boudhanath, o maior de Katmandu. Eles também estiveram na Praça Darbar, o coração da cidade velha.



Templo Boudhanath

Na região da Praça Darbar

Nesta região, eles também visitaram templos hindus e palácios antigos. Em um deles, o Kumari Ghar, vive a “menina deusa viva”. Talvez vocês já tenham ouvido falar sobre essa tradição. No Nepal, há 500 anos, uma menina é escolhida para ser uma deusa permanecendo reclusa até os 12 anos, quando supostamente alcança a idade da menstruação.