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Escalada como hobby

Continuando com minha história com a escalada e esportes de montanha...


Iniciado ao esporte em Porto Alegre, foi quando me mudei a Alagoas que o assumi como hobby de fato. Procurando uma válvula de escape para os finais de semana, fui atrás de parceiros para escalar por aqui, ao que encontrei um tal de grupo "Cactus Escalada" pelo facebook. Os caras moravam em Santana do Ipanema/AL, mais ou menos 100 km de Arapiraca, onde estaria residindo. Em meados de 2013, marcamos um sábado ou domingo (nem lembro), acordei às 5:00h da manhã, pra chegar por lá pelas 6:20h e nos mandarmos pra rocha, ao que seria apresentado à Serra da Camonga.

Na chegada fui recepcionado pelo Samuel Andrade, que tem sido meu maior parceiro de escaladas por aqui, e depois encontramos com Rap, que nos acompanhou por um bom tempo também, mas que agora está um pouco afastado. Como essa foi só a primeira de muitas idas à Santana, aos poucos fui conhecendo o resto do pessoal que por lá escala/escalava... 

Via Caminho das Abelhas - 7b

Samuel, eu e Rap, no topo da Serra da Camonga

Primeiro de tudo: aprendi que o sertão não é um deserto e que tem uma das paisagens mais bonitas que já conheci!!


Com eles evolui muito minha escalada, passando a me dedicar mais pra estar em forma e conseguir acompanhar os caras, porque eles são brutos, e eu acabava morrendo muito cedo. Ou seja, acabaram me instigando a evoluir.

Ainda nesse ano tive a oportunidade de ir com eles para o EENE (Encontro de Escaladores do Nordeste), que acontece todo ano em algum dos estados do nordeste, e esse ano foi em Algodão de Jandaíra/PB, um pico muito irado, com muita via, pra todos os gostos.

Voltando de uma escalada noturna no EENE 2013

Por que o EENE também é confraternização e aprendizado!!

No retorno de lá passamos por São Caetano/PE, de onde avistamos alguns morros, que os guris identificaram como sendo os picos de Brejo da Madre Deus (um lugar que to devendo a visita pra escalar, já que a fama o acompanha), além da Pedra do Cachorro, pico mais alto do estado, e pouco explorado. Planejamos nossa ida.

Meados de janeiro de 2014, e lá íamos nós, eu, Samuel e Rap encarar a Pedra do Cachorro, via tradicional de 450 metros. Eu estava conhecendo outra modalidade que até então não tinha sido apresentado, via longas, de muitas enfiadas. Samuel e Rap guiaram a maior parte do tempo, eu só encarei uma, a sexta enfiada de um total de 9.

Pernoitamos por lá, num abrigo do proprietário do local, que nos foi muito gentil. Acordamos muito cedo, pra chegar na pedra antes do sol nascer, e assim escapar um pouco do calor. Acertamos em levantar cedo, erramos em achar que escaparíamos do sol. As chuvas recentes tinham feito a vegetação crescer, caatinga mesmo, o acesso era terrível, trilha pouco ou nada marcada, amadorismo (estávamos de bermuda e mangas curtas = muitos arranhões). Entramos na via por volta das 7 hs, e após todos tocarem a primeira parada começa uma chuva fina, mas esperamos parar e decidimos continuar. Experiência fascinante que merece um post só pra ela pra contar os detalhes da via, mas em resumo: 10 horas de escalada em cordada tripla e completei, não sem ajuda dos dois, minha primeira tradicional, 450 metros no currículo, e muitas lições aprendidas.


Rap chegando em alguma das 9 paradas!

Cume, depois de 10 horas!

Cume, depois de 10 horas!


Fora isso, foram muitas experiências em Santana. Últimos tempos temos encarado coisas novas. Assumimos o desafio de sediar o EENE 2016, então, com ajuda de escaladores de todos os cantos do nordeste, estamos aprendendo a abrir vias, fazer furo na rocha, usar equipamentos móveis, de tudo. Mas esses detalhes conto depois.

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Henrique Scalco Franke 

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