Teresópolis e Salinas: Dias 2 e 3

   A própria transcrição do diário já fala por si só, então não vou me prender muito a detalhes (a Cyn vai rir, rsrsrs).    No camping, no Paquequer, com essa história de três em uma barraca beeem pequena, tava ruim de escrever, assim o relato acabou ficando pra dois dias. Outra justificativa é que depois de escalar a Agulha do Diabo, faltou energia pra escrever mesmo, só queria comer e dormir, rsrsrs.    Mas a escalada foi sensacional! Primeiro porque é um clássico do montanhismo brasileiro, ainda mais da região serrana do rio! O acesso não ajuda muito; primeiro subir ao mirante do inferno, depois atravessar o vale; a trilha é tão 'escondida' do Sol que se chama geladeira. Mas nunca tinha escalado em chaminé, nunca tinha escalado em "A" (quando um guia, e os outros dois escalam em simultâneo, a fim de economizar tempo), nunca tinha escalado em ferrata; novas experiências é o nome do treinamento do bopinho!

    Voltamos mortos ao camping, já a noite. Dormimos cedo, e de manhã saímos. Objetivo de chegar ao Açú para dormir, e retornar no outro dia! Deu tudo certo, cumprimos com êxito, mas não sem sofrimento, rsrsrs. No Açú, chegamos mais cedo que esperávamos, por sorte: 15 min depois que chegamos o tempo fechou, não dava pra ver um palmo na frente, fora o frio! E assim ficou, inclusive a expectativa era de caminhar na chuva no outro dia!


  Como disse, o relato fala por si só:    "No camping tava ruim de escrever, desconfortável!    Ontem levantamos pelas 6h, arrumamos as mochilas de ataque e seguimos em direção à Agulha do Diabo. O camping ficou montado, já que havíamos encontrado um local escondido, e com isso pudemos levar apenas o que de fato seria utilizado.     Subida pesada até o mirante, descida quase pior na 'geladeira', outra subida lisa e úmida, para só então chegar na base da via.


Agulha do Diabo, vista do mirante do inferno

Segunda cordada, antes da primeira chaminé!

  Chegando na base nos equipamos e escondemos as mochilas, Beto foi guiando, e eu e Cyn em "A", cada um com uma mochila pequena! Duas enfiadas tranquilas, a terceira era uma chaminé, curta! A próxima foi foda: chaminé da unha; início no cavalinho, uma travessia em horizontal, com entalamento de apenas meio corpo, de barriga para baixo, cansei de tanta tensão!; depois continuava com uma chaminé longa, com início beeem apertado, nem dá pra crer que cheguei no fim. Lá esperamos a Cyn chegar, um dos lugares mais expostos que já fiquei, muita adrenalina, abalou o psicológico. E pra terminar um trecho em ferrata, tensão demais pra um dia só. Mas as 15h chegamos ao cume, com uma vista sensacional! Impressionante o que somos capazes de fazer!     Tensão depois do rapel, na hora de puxar a corda, na base da unha, a corda ficou presa em um dos grapos da via ferrata. Solução: subir de novo e desenroscar. Beto foi guiando, alguém tinha que acompanhar, eu não estava nem um pouco confiante pra encarar aquela chaminé de novo, então a Cyn foi. Resolveram o problema, descemos. Toda aquela trilha de novo, de noite chegamos mortos ao camping. Mas com o corpo quente, aproveitei pra tomar um banho no rio. Renovador!


Beto concluindo o cavalinho (1ª vez), e preparando pra entrar na chaminé

Parada no final da unha, estudando a via ferrata!

Vista do cume da Agulha do Diabo, com Dedo de Deus em terceiro plano!