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O início

Ainda se adaptando a ideia de parar para escrever, somado a uma semana de aulas, ou seja, bem corrida, e acabei não escrevendo essa semana. Pra tirar o atraso vou contar um pouco do começo da minha relação com a escalada. As fotos dessa época são poucas, então vasculhando meu HD achei algumas, poucas, mas dá pra salvar o post. Como disse no primeiro post, meu primeiro contato com a escalada se deu graças ao Eduardo Menezes e o Guilherme Heberle, principalmente. Eu tinha acabado de voltar de um ano morando em Valencia, na Espanha, e eles vinham escalando com certa frequência. Sabiam da minha queda por esportes de aventura e contato com a natureza, hábito desenvolvido no meu tempo de escoteiro, experiência que compartilhamos os três, apesar de nunca termos sido do mesmo grupo.

Naquele segundo semestre de 2011 me convidaram algumas vezes para ir com eles, até que me ganharam no cansaço, e fomos, num sábado ou domingo qualquer, para o Itacolomy.


Vista do Itacolomy - Itacolomy/Gravataí/RS/Brasil - 2011

Edie montando o top rope - Itacolomy/Gravataí/RS/Brasil - 2011

O Itacolomy é conhecido como o berço da escalada no RS, tendo sido o primeiro pico de escalada, e muito procurado pelo pessoal de Porto Alegre devido à proximidade. Então, como já ficou subentendido, meu primeiro contato com a escalada já foi diretamente em rocha e não indoor. 

Nessa época nossos equipamentos ainda eram escassos: sem corda dinâmica, sem costuras e com pouca experiência, só conseguíamos escalar uma única via, que pode ser montada de top rope. Porém, essa única via já foi mais que suficiente para me fascinar, e as outras vezes que saímos para escalar o convencimento foi muito mais fácil.

Cerca de meio ano depois os guris se juntaram, fizeram uma "vaquinha", aproveitaram uma viagem dos pais do Edie para a Europa e compraram alguns equipamentos, principalmente corda dinâmica, costuras e um freio Gri-Gri, que nos permitiram começar a encarar vias mais difíceis e a desenvolver habilidades de guiada. Não participei da dita "vaquinha" porque ainda precisava comprar meus equipamentos pessoais, então na mesma época, aproveitando a ida de um amigo aos EUA, comprei minha primeira cadeirinha, primeiros mosquetões e freio ATC. A primeira sapatilha já tinha comprado logo depois da primeira ida à rocha. E com isso passamos a escalar com ainda mais frequência.

Em 2012 começamos a frequentar um ginásio de escalada em Porto Alegre durante a semana, para aperfeiçoar um pouco da técnica e da força, principalmente nos dedos. Ambiente descontraído, lá recebemos várias dicas de pessoas com bem mais experiência, inclusive alguns renomados no cenário estadual e até nacional. Foi assim que ficamos sabendo do Sítio do Bene, um campo escola em Ivoti/RS. E assim, passamos a ter dois locais para "escolher" nossas saídas de escalada. Com o tempo, devido a maior diversidade de vias e menor presença de marimbondos (rsrsrsr), passamos a frequentar muito mais Ivoti do que o Itacolomy.

Nessas idas também contávamos, frequentemente, com a presença do Paulinho, primo do Gui, do Carrica, e com o tempo passou a nos acompanhar o Rael. 

Quando recebi a proposta, e decidi me mudar para Alagoas, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar lugares e pessoas para escalar por aqui, e assim descobri o Samuel e o Rap em Santana do Ipanema/AL, mas essa parte da história fica para outro post.

Atualmente, é praticamente religioso, nas minhas idas a Porto Alegre, carregar sempre meu material de escalada e reservar pelo menos uma manhã para encararmos alguma rocha com essa galera. Ou, apesar de ser com menos frequência, nos encontrarmos em algum outro lugar do Brasil para explorar outros picos! 

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Henrique Scalco Franke 

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